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Ocarina of Time Remake ganha gameplay e novidades no Nintendo Direct

Mauro Junior 8 de setembro de 2026 7 minutes read

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Nintendo mostra novo visual, dublagem em português, mudanças na exploração e recursos inéditos do clássico de Zelda.

Poucos jogos carregam o peso histórico de The Legend of Zelda: Ocarina of Time. Por isso, mexer em um clássico lançado originalmente para Nintendo 64 em 1998 certamente não é uma tarefa simples. Durante o Nintendo Direct especial de 40 anos de The Legend of Zelda, a Nintendo finalmente mostrou melhor como pretende fazer isso.

Eiji Aonuma, produtor da série, apresentou ao vivo uma demonstração do aguardado remake, previsto para chegar ao Nintendo Switch 2 no final de 2026.

A apresentação começou justamente onde muitos jogadores iniciaram essa aventura quase três décadas atrás: na Floresta Kokiri.

Mas bastaram alguns segundos para perceber que não estamos diante apenas de Ocarina of Time com mais resolução.

Hyrule está bem diferente

Uma das primeiras novidades reveladas foi a nova direção artística escolhida para o remake.

A Nintendo abandonou a simplicidade visual imposta pelo Nintendo 64 para construir uma versão de Hyrule com uma aparência consideravelmente mais realista, mantendo personagens, locais e elementos reconhecíveis do original.

Floresta Kokiri foi utilizada para demonstrar essa transformação, mas a apresentação também passou por Castle Town, mostrando uma cidade muito mais movimentada e viva do que aquela que conhecemos em 1998.

E existe uma mudança importante acontecendo enquanto Link passeia pelo local.

O tempo não para mais dentro das cidades.

No jogo original, a passagem entre dia e noite acontecia principalmente nas áreas abertas, como o Campo de Hyrule. No remake, o relógio continua avançando mesmo quando Link está dentro das cidades.

Isso significa que Castle Town e outros locais poderão mudar naturalmente conforme as horas passam, aproximando o funcionamento do mundo daquilo que vimos nos capítulos mais recentes da série.

Sim, agora Link pula quando você mandar

Existe uma regra que jogadores de Zelda aprenderam durante décadas: Link pula quando Link quiser.

Ou, mais precisamente, quando chega à beirada de alguma coisa.

O remake de Ocarina of Time finalmente permitirá controlar manualmente o salto do personagem.

É uma mudança aparentemente pequena, mas que pode alterar consideravelmente a maneira como exploramos Hyrule, especialmente porque todo o design de movimentação do original foi construído ao redor do salto automático.

A apresentação também confirmou outra modernização importante: as transições entre determinados ambientes foram eliminadas.

Entrar em uma loja, por exemplo, não exige mais aquela interrupção seguida por uma tela de carregamento. A ideia é construir uma Hyrule mais contínua, reduzindo as divisões técnicas que eram inevitáveis no Nintendo 64.

São mudanças que mostram uma preocupação interessante da Nintendo: modernizar Ocarina of Time sem simplesmente transformar o jogo em Breath of the Wild usando outra história.

Ocarina of Time terá dublagem em português brasileiro

Outra mudança enorme está nas cinemáticas.

O remake contará com atuação de voz, algo inexistente no título original, e a Nintendo confirmou que o jogo será localizado e dublado em português brasileiro.

Para uma aventura tão marcada por seus diálogos, encontros e personagens, ouvir essas cenas completamente interpretadas muda bastante a apresentação da história.

O original utilizava caixas de texto para praticamente toda a narrativa, acompanhado pelas conhecidas vocalizações dos personagens. Agora, as cinemáticas poderão assumir uma estrutura muito mais próxima das produções modernas da Nintendo.

E isso significa que uma nova geração poderá conhecer personagens como Zelda, Ganondorf, Saria, Darunia e Impa falando em nosso idioma.

Agora resta uma pergunta extremamente importante.

Como será o “Hey! Listen!” da Navi em português?

Uma nova maneira de acompanhar a aventura

O remake também incorpora ideias apresentadas em Breath of the Wild e Tears of the Kingdom.

Uma linha do tempo de quests permitirá acompanhar objetivos e acontecimentos da aventura de maneira mais organizada, facilitando principalmente a vida de quem não sabe exatamente para onde seguir depois de ficar alguns dias longe do jogo.

Outro recurso curioso envolve a tapeçaria apresentada no teaser inicial do remake.

Durante o jogo, ela funcionará como uma espécie de mapa ilustrado da jornada, revelando áreas e personagens que Link encontrará enquanto avança pela aventura.

É uma solução que combina orientação com narrativa visual e parece ter sido pensada para preservar um pouco daquela sensação de descoberta do original sem deixar o jogador completamente perdido.

Embora, sejamos sinceros, ficar perdido por Hyrule fazia parte da experiência em 1998.

Você poderá tocar a Ocarina. De verdade. Mais ou menos.

Se existe um objeto que não poderia passar por um remake sem receber alguma novidade, é justamente aquele que está no nome do jogo.

A Ocarina do Tempo ganhará novas possibilidades de interação no Switch 2.

Além da maneira tradicional de executar as músicas dentro do jogo, será possível murmurar melodias utilizando o microfone do console.

Mais curioso ainda é o suporte para quem quiser utilizar uma ocarina real para executar as músicas.

O sistema reconhecerá as notas tocadas pelo jogador e permitirá interagir com as mecânicas musicais da aventura.

Pode ser completamente desnecessário?

Pode.

Também parece exatamente o tipo de coisa que alguém com uma ocarina guardada desde 1998 vai querer testar imediatamente.

Amiibos e um Switch 2 especial de Zelda

A comemoração não ficará restrita ao jogo.

A Nintendo revelou dois novos amiibos inspirados em Ocarina of Time, representando Link criança e a Princesa Zelda. As figuras serão lançadas em 2027, portanto chegarão depois do próprio remake.

Também foi anunciado um Nintendo Switch 2 especial de The Legend of Zelda, previsto para outubro de 2026.

A edição limitada acompanha a celebração dos 40 anos da franquia e chega justamente durante o período de preparação para o lançamento do remake.

Um clássico de 1998 reconstruído para outra geração

Lançado originalmente para Nintendo 64 em 1998, The Legend of Zelda: Ocarina of Time marcou a estreia da série principal em ambientes tridimensionais e ajudou a estabelecer diversas soluções que seriam utilizadas posteriormente não apenas por Zelda, mas por inúmeros jogos de ação e aventura.

O título já recebeu anteriormente uma grande atualização com The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D, lançado para Nintendo 3DS em 2011. A nova produção, entretanto, vai muito além daquela remasterização ao reconstruir visualmente o jogo e alterar diferentes sistemas da experiência original.

Pelo que a Nintendo mostrou no Direct, a proposta parece caminhar em uma direção delicada: manter reconhecível o Ocarina of Time que marcou uma geração enquanto remove limitações que pertenciam a um videogame lançado há quase 30 anos.

Salto manual, mundo mais contínuo, passagem dinâmica do tempo nas cidades, acompanhamento de quests, atuação de voz e novas maneiras de utilizar a ocarina são mudanças consideráveis.

Mas Floresta Kokiri continua lá.

Castle Town continua lá.

A Ocarina continua lá.

E provavelmente ainda vamos entrar naquela maldita Water Temple sabendo exatamente o que nos espera.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time Remake será lançado para Nintendo Switch 2 no final de 2026.

About the Author

Mauro Junior

Administrator

Criador de conteúdo e gamer desde a época das locadoras. Fundador do Passa de Fase, falando de games retrô, indies e tudo que marcou gerações. Meu jogo da vida é Chrono Trigger e Celeste. Cresci entre cartuchos, revistas e controles gastos. Aqui no Passa de Fase, falo de videogame com opinião, memória afetiva e paixão de quem viveu cada fase.

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