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“Excuse me, princess!”: O dia em que Link virou astro de desenho animado

Mauro Junior 3 de julho de 2025 3 minutes read

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Em 1989, a Nintendo decidiu que não bastava Mario dominar os fliperamas e a televisão. Era hora de outro herói da casa ganhar seu espaço na telinha. Assim nasceu The Legend of Zelda: The Animated Series, uma das adaptações mais curiosas — e controversas — de um videogame para desenho animado.

Transmitida originalmente como parte do programa Super Mario Bros. Super Show! (às sextas-feiras), a série animada do Zelda teve apenas 13 episódios, mas foi o suficiente para marcar uma geração de fãs… e gerar muita polêmica. Isso porque a versão animada de Link se afastava da imagem silenciosa e heroica que os jogadores conheciam, e trazia um personagem falastrão, metido e sarcástico — eternizado pelo bordão repetido quase em todo episódio: “Excuse me, princess!”

A animação foi produzida pela DIC Entertainment, e acompanhava Link e a Princesa Zelda defendendo o Reino de Hyrule contra os planos malignos de Ganon, que desejava roubar a Triforce da Sabedoria. Embora a estrutura fosse simples, a série trazia elementos visuais e personagens diretamente dos jogos The Legend of Zelda (1986) e Zelda II: The Adventure of Link (1987), incluindo itens clássicos como o arco, o bumerangue e, claro, a Master Sword.

No entanto, o tom da série era fortemente voltado para o humor e o flerte — com Link tentando constantemente (e fracassando) conquistar Zelda, que aqui era retratada como uma princesa mais ativa e astuta. Apesar das críticas ao comportamento do protagonista, a animação chamou atenção por sua tentativa de desenvolver uma mitologia em torno do universo do jogo, algo raro na época.

No Brasil, a série passou discretamente por canais como SBT e depois pelo Cartoon Network, sempre dublada, e foi redescoberta por fãs com o crescimento da internet e dos canais retrô. Hoje, é lembrada com uma mistura de nostalgia e risos envergonhados, mas seu valor histórico é inegável: foi a primeira vez que a franquia Zelda teve uma adaptação audiovisual oficial, antecipando o impacto cultural que a série alcançaria nas décadas seguintes.

Mesmo com todos os seus exageros e liberdades criativas, The Legend of Zelda de 1989 abriu caminho para que Hyrule fosse mais do que um mapa no NES — foi um dos primeiros passos da saga rumo ao universo multimídia.

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Mauro Junior

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Criador de conteúdo e gamer desde a época das locadoras. Fundador do Passa de Fase, falando de games retrô, indies e tudo que marcou gerações. Meu jogo da vida é Chrono Trigger e Celeste. Cresci entre cartuchos, revistas e controles gastos. Aqui no Passa de Fase, falo de videogame com opinião, memória afetiva e paixão de quem viveu cada fase.

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