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Abathor (2024) – Retrô, nostálgico e punitivo.

Abathor é uma homenagem direta aos arcades e aos 16-bits, com pixel art impressionante, trilha épica e foco total no co-op de sofá. Brilha na variedade de fases e na experiência cooperativa, mas tropeça em decisões de design que tornam a dificuldade artificial e enfraquecem a sensação de progressão. Um bom jogo retrô, com mais acertos do que erros, especialmente quando jogado acompanhado.
Rafael Iwao 21 de janeiro de 2026 5 minutes read

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Dezembro foi um ano bem produtivo quando o assunto foi jogar, em meio as minhas gameplays de Hogwarts legacy e sessões dos clássicos do mega para a coluna retro review, conheci graças ao Mauro, Abathor, esse titulo que, ao terminar precisava escrever essa resenha.

Inclusive, dê uma olhadinha na gameplay de primeiras impressões do Mauro desse jogo no nosso canal do youtube e se não se inscreveu, já se inscreve, estão saindo gameplays, podcasts e mais novidades logo tudo no youtube:

Lançado em julho de 2024, Abathor é um jogo de ação e plataforma 2D desenvolvido pelo estúdio espanhol Pow Pixel Games e distribuído pela JanduSoft, disponível para PC (Steam), PlayStation 4 e 5, Xbox One e Series, além do Nintendo Switch. Desde o primeiro contato, fica claro que a proposta é uma homenagem direta — e nada tímida — aos clássicos arcade e 16-bits. Referências a Golden Axe, Conan, Rastan e até Donkey Kong saltam aos olhos, tanto no visual quanto no ritmo da experiência.

A narrativa gira em torno da queda de Atlântida e da abertura dos Portões de Abathor, evento que libera criaturas ancestrais e ameaça o mundo conhecido. A forma como a história é apresentada funciona bem dentro da lógica retrô: poucos textos, imagens fortes e muita imaginação do jogador. Ainda assim, senti falta de uma integração maior entre narrativa e gameplay. O jogo poderia usar mais o próprio design das fases e situações para reforçar contexto e progressão, trazendo um tempero moderno sem trair suas raízes.

Visualmente, Abathor é um espetáculo. O pixel art é um dos seus maiores acertos: cenários ricos em detalhes, identidade visual forte e animações muito bem trabalhadas. A trilha sonora acompanha esse tom épico e reforça a atmosfera de fantasia sombria, funcionando como uma excelente moldura para a aventura.

O grande diferencial do jogo, sem dúvida, está no modo cooperativo local. Nada de online aqui — o co-op é de sofá, como nos velhos tempos. Testei algumas fases com meu primo e a experiência muda completamente: fica mais caótica, mais dinâmica e muito mais divertida. É nesse modo que Abathor realmente brilha e se destaca dentro do gênero.

Na minha jogatina solo, escolhi o Crancos, um bárbaro casca-grossa que remete imediatamente ao Conan e ao Ax Battler de Golden Axe. Direto, porradeiro e sem frescura, ele encaixa perfeitamente na proposta arcade do jogo. Joguei por cerca de 8 horas, o que mostra uma campanha robusta para o gênero. O fluxo é bom e não cansa — tanto que as três primeiras horas passaram sem eu perceber.

A gameplay é variada e muda bastante conforme as fases avançam, evitando a sensação de repetição. Em um momento você está enfrentando criaturas que parecem saídas de um pesadelo lovecraftiano; em outro, a experiência lembra algo próximo de Donkey Kong. Um ótimo exemplo disso — leve spoiler — é a subida de uma torre enquanto um dragão tenta te devorar. É puro desespero arcade, do jeito certo

A progressão de dificuldade começa bem estruturada, mas com o tempo se torna problemática. Conforme avançamos, a dificuldade cresce de forma artificial, claramente para estender o tempo de jogo. Houve uma fase específica em que levei mais de 50 minutos e cerca de 30 vidas para passar apenas um trecho. Joguei no modo Normal, que oferece 99 continues (que funcionam quase como vidas) e reinicia esse número a cada load — o que praticamente elimina a possibilidade de game over. Existe um modo mais hardcore, com apenas 5 vidas, que ao ser concluído libera uma dificuldade adicional, agradando quem busca uma experiência mais fiel aos arcades.

Nem tudo funciona perfeitamente. No meu PC, o jogo apresentou travamentos nas primeiras inicializações, exigindo fechar e abrir novamente. Alguns chefes também são mais cansativos do que desafiadores, principalmente pela movimentação confusa e pela dificuldade de identificar padrões claros, o que alonga artificialmente os confrontos no modo solo — algo que imagino ser mais equilibrado no co-op.

Outro ponto que não me agradou foi o sistema de progressão leve: itens comprados são perdidos a cada load do jogo, forçando o jogador a recomprá-los. O problema é que o mercador não aparece em todas as fases. Se você sair do jogo em um ponto avançado e retornar a uma fase sem mercador, joga o trecho inteiro sem upgrades. Para mim, é uma decisão de design que enfraquece a sensação de progresso e gera frustração desnecessária.

Conclusão:
Abathor é um bom jogo. Visualmente impressionante, divertido e com um co-op local excelente, ele acerta mais do que erra. Suas decisões de design questionáveis e pequenos problemas técnicos impedem que ele alcance voos maiores, mas ainda assim entrega uma experiência sólida para fãs de ação retrô.

Nota: 7/10
Tempo de gameplay: ~8 horas
Indicado para: fãs de ação 2D retrô, jogadores que valorizam co-op de sofá e quem sente falta do espírito arcade clássico.

About the Author

Rafael Iwao

Administrator

Game designer, programador e pixel artist. Fundador da Ilustra Mundo Games, com Condenado: Sem Saída em desenvolvimento. Nerd desde sempre: HQs, mangás, games e RPG de mesa. Fanático por Star Wars, entusiasta de cubo mágico, apaixonado por Sonic e defensor do Miranha como melhor herói. Aqui no Passa de Fase, analiso jogos com visão técnica e coração nostálgico.

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