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gamescon latam 2026 – IMPRESSÕES GERAIS

A Gamescom Latam 2026 superou expectativas no geral, com ótimos jogos — especialmente os indicados ao BIG — e stands bem produzidos, com destaque para a Supercell e o show marcante de David Wise. Por outro lado, o evento sofreu com problemas de organização no layout, dificultando a experiência de quem queria explorar tudo. Mas o principal ponto crítico foi para os devs: menos acesso, menos networking e impacto direto nas oportunidades, principalmente após o fim do Panorama Brasil e o bloqueio de conteúdos para quem não tem credencial business.
Rafael Iwao 5 de maio de 2026 4 minutes read

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Na última semana rolou a gamescom latam 2026, e o dev aqui marcou presença em praticamente todos os dias com exceção do último, porque uma infecção alimentar decidiu que minha run tinha acabado no sábado à noite.

Dito isso, bora lá.

No geral, o evento foi bom. Honestamente, superou minhas expectativas (que já não eram tão altas assim) mas ainda acho que a edição de 2025 foi mais redonda.

Como diria Jack estripador: vamos por partes.

O BIG e os jogos

Os jogos do BIG estavam, sem exagero, incríveis. Muita coisa boa, muita surpresa e aquele clássico sentimento de: “como eu não conhecia isso antes?”.

Consegui jogar boa parte dos títulos, e vários me pegaram desprevenido de um jeito muito positivo. Destaques pessoais:

  • Master Lemon
  • Capote
  • Keep Driving
  • A.I.L.A
  • Cardbunners
  • Candellum

E mais uma galera forte ali no meio.

Agora… jogar tudo isso foi quase um boss fight.

E não pelos jogos, MAS pelo layout.

Layout: o verdadeiro chefão do evento

Esse ano, o evento tinha 95 jogos espalhados em 4 zonas. Na prática? Um labirinto.

Eu me perdi todos os dias. Sem exceção. Teve momento que eu já estava aceitando meu destino e criando pontos de referência tipo “aquela parede estranha perto do café extremamente caro”.

Além disso, os jogos estavam organizados por gênero, não por premiação. Parece ok no papel, mas na prática, se você queria jogar todos os indicados de uma categoria do BIG… parabéns, você desbloqueou o modo maratona.

Você atravessava o evento inteiro múltiplas vezes.
Por um lado, faz o público circular. Por outro, cansa, e muito.

Stands: altos e baixos

Os stands foram um ponto forte.

Tivemos os veteranos de sempre, mas também algumas estreias interessantes como o stand da BUG Publishing, liderado pelo lendário “Tiozão da Casa do Videogame”. Se você não conhece, tá perdendo conteúdo de qualidade.

Outro destaque foi a presença da Prefeitura de São Paulo (ADESampa) e do Sebrae, trazendo uma leva forte de jogos brasileiros. Alguns nomes que chamaram atenção:

  • Tuned Turtle
  • Monster Meals: Big Bite Diner
  • Kundara Art of Cards
  • Lendas
  • Pastelo
  • Ruling Horsestown

Agora, os gigantes:

O stand da Supercell foi facilmente um dos mais vivos do evento, com Clash Royale e Brawl Stars dominando o espaço com ativações, personagens e influencers o tempo todo.

Já a Nintendo… bom, continua sendo a Nintendo. Mas o stand parecia um “Ctrl+C / Ctrl+V” dos últimos anos. Funciona? Funciona. Surpreende? Nem um pouco.

O momento mágico

Um dos pontos mais altos do evento foi a presença de David Wise.

Ele se apresentou com a banda The Gameboys e entregou um show absurdo. Energia lá em cima, público engajado e um momento que eu honestamente não esperava viver.

Teve até medley de Sonic the Hedgehog. Simplesmente surreal.

Agora, o ponto delicado: gamedev

A Gamescom sempre foi um evento híbrido: público geral (B2C) + negócios (B2B).

E pra quem é dev, ela sempre foi o lugar pra networking, contato com publishers e oportunidades reais.

Mesmo sem credencial business (que é cara), sempre deu pra fazer muita coisa: corredor, after, conversa improvisada, marketing de guerrilha… o famoso “se vira, mas funciona”.

Só que esse ano… mudou.

O que mudou:

  • Palestras de desenvolvimento foram fechadas para área business
  • O fim do Panorama Brasil (que reunia ~50 estúdios indie BR)

Resultado?

Menos acesso.
Menos visibilidade.
Menos oportunidade de contato orgânico.

E isso impactou direto

Conversando com outros devs (sem acesso ao business), o sentimento foi praticamente unânime:

Não está mais compensando ir com credencial comum pensando em negócios.

E eu senti isso na prática.

Comparando com 2025, fiz cerca de 1/4 dos contatos.

Isso é muito significativo.

Então… qual é a reflexão?

A Gamescom Latam 2026 continua sendo um ótimo evento para o público geral.
Bonito, cheio, divertido, com experiências legais.

Mas para devs independentes sem acesso ao business?

Ela está deixando de ser um hub acessível e virando um espaço mais segmentado.

Conclusão: vale a pena?

Depende do seu objetivo.

  • Quer jogar, curtir, ver novidades? Vale muito a pena.
  • Quer fazer negócios sem credencial business? Hoje, bem menos.

A pergunta que fica é:

A Gamescom quer continuar sendo um ponto de entrada para novos devs… ou está se consolidando como um ambiente mais fechado e premium?

Porque, do jeito que está indo, a resposta começa a pender perigosamente para a segunda opção.

About the Author

Rafael Iwao

Administrator

Game designer, programador e pixel artist. Fundador da Ilustra Mundo Games, com Condenado: Sem Saída em desenvolvimento. Nerd desde sempre: HQs, mangás, games e RPG de mesa. Fanático por Star Wars, entusiasta de cubo mágico, apaixonado por Sonic e defensor do Miranha como melhor herói. Aqui no Passa de Fase, analiso jogos com visão técnica e coração nostálgico.

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