Entre os jogos que tive a oportunidade de conhecer durante a Gamescom 2026, um dos que chamou minha atenção pela proposta diferente foi Stackmon. Misturando coleta de criaturas, construção de base, gerenciamento e mecânicas de empilhamento de cartas, o game entrega uma fórmula curiosa que consegue parecer familiar e diferente ao mesmo tempo.
Desenvolvido pela Riftpoint Entertainment e publicado pela Alibi Games, Stackmon aposta em uma aventura onde praticamente tudo funciona através de um sistema de empilhamento de cartas. E é justamente essa mecânica que torna o jogo tão peculiar logo nos primeiros minutos.
A premissa coloca os jogadores em um mundo vibrante ameaçado por uma estranha corrupção chamada Fuligem, uma força misteriosa que começa a se espalhar pela terra. Durante a jornada, o jogador assume o papel de um escoteiro da Ordem da Harmonia, explorando diferentes regiões, enfrentando rivais e tentando descobrir a origem dessa ameaça.
Mas a grande estrela do jogo está mesmo nos próprios Stackmons. São mais de 100 criaturas colecionáveis, incluindo evoluções, versões raras e até lendárias, todas integradas ao sistema de gameplay baseado em cartas empilháveis.
Na prática, a mecânica funciona de forma bastante intuitiva: você arrasta e empilha criaturas, recursos, equipamentos e itens para gerar novas combinações, desbloquear efeitos especiais e criar sinergias mais fortes. Seus Stackmons podem coletar materiais, fabricar itens, automatizar tarefas e até participar de combates contra outros monstros.
Esse sistema acaba criando uma sensação constante de descoberta. Sempre existe algo novo para testar, seja uma combinação diferente de recursos ou uma forma mais eficiente de evoluir o seu acampamento.
E falando em base, Stackmon também investe forte no gerenciamento. Será possível construir e expandir o acampamento da Ordem da Harmonia com mais de 25 estruturas diferentes, cada uma desbloqueando novas receitas, melhorias e habilidades para seus companheiros.
Outro ponto interessante é a variedade do mundo. O jogo contará com sete biomas distintos, todos com mecânicas próprias que alteram diretamente a forma de jogar, incentivando adaptação constante e novas estratégias.
Além disso, o título traz mais de 20 cartas de equipamentos e itens, permitindo fortalecer tanto os Stackmons quanto o próprio escoteiro, ampliando ainda mais as possibilidades de customização.
Minha impressão durante o teste foi bastante positiva. Stackmon consegue pegar referências que imediatamente lembram coleta de monstrinhos, gerenciamento e card games, mas entrega algo com personalidade própria graças ao sistema de empilhamento, que rapidamente vira parte do loop viciante da experiência.
Visualmente, o jogo também chama atenção pelo estilo colorido e pela direção artística charmosa, criando um mundo leve e convidativo de explorar.
Stackmon tem lançamento previsto para o 2º trimestre de 2026. Para quem gosta de jogos de coleção, estratégia e progressão constante, esse certamente é um nome para ficar no radar — e já vale aquela wishlist.
No fim, Stackmon parece ser exatamente aquele tipo de indie que chega sem muito alarde, mas com potencial de conquistar uma comunidade fiel graças à criatividade da sua proposta.
