Tem jogo que você testa por alguns minutos e esquece no dia seguinte. E tem aqueles que conseguem te prender imediatamente. Durante minha passagem pela Gamescom Latam, um dos títulos que mais me surpreendeu nesse sentido foi Quacolé Tennis.
Desenvolvido pela GRD Lab, do criador Giardi, e publicado pela Nuntius Games, o game mistura partidas de tênis com cenários caóticos, habilidades especiais e um visual retrô extremamente carismático. O resultado é aquele tipo de experiência simples de entender, mas difícil de largar.
A demo disponível na Gamescom já mostrava bem a proposta do jogo. As partidas acontecem em cenários completamente diferentes entre si, indo do fundo do mar até quadras nas nuvens ou ruas movimentadas cheias de obstáculos. E não é apenas uma mudança estética: cada arena interfere diretamente na gameplay.
Durante as partidas, ônibus atravessam a quadra, áreas de areia movediça atrapalham movimentações e outros elementos transformam trocas simples de bola em situações completamente imprevisíveis. Isso cria uma dinâmica muito mais caótica e divertida, principalmente quando o multiplayer entra em cena.
Os personagens também ajudam bastante na personalidade do jogo. Entre os adversários presentes estão figuras completamente excêntricas, como um “homem flama” e até uma flor capaz de rebater as próprias bolas. Além disso, cada personagem possui atributos específicos e golpes especiais próprios.
Essas habilidades variam entre ataques mais fortes até poderes como bolas de fogo ou bolhas pegajosas. Mesmo assim, Quacolé Tennis mantém uma base relativamente fiel às regras tradicionais do tênis. Diferente da série Mario Tennis, o game não transforma tudo em pura bagunça arcade o tempo inteiro, equilibrando bem habilidade e caos.
Outro ponto que chamou bastante atenção foi a variedade de modos. O jogo oferece partidas 1×1, 2×2 e até confrontos assimétricos em 2×1. Também existem batalhas contra chefes gigantes, mudando completamente o ritmo das disputas e adicionando momentos bem criativos durante a campanha.
Mas o grande destaque, pelo menos na minha experiência, foi o multiplayer local. É aquele típico jogo perfeito para reunir amigos no sofá e simplesmente se divertir por horas. O ritmo rápido, os controles simples e o caos crescente fazem Quacolé Tennis capturar muito daquela energia dos multiplayer clássicos da era Nintendo 64 e PlayStation.
Inclusive, o visual reforça bastante essa nostalgia. O jogo aposta em gráficos retrô cheios de personalidade, personagens exagerados e animações divertidas, mas sem abrir mão de controles modernos e acessíveis.
Outro detalhe positivo é a localização completa em português brasileiro, incluindo interface, áudio e legendas, além de suporte para inglês, espanhol latino-americano e chinês.
Saí da demo com aquela sensação clássica de “só mais uma partida”. E honestamente? Esse talvez seja o maior elogio que um jogo multiplayer casual pode receber.
Quacolé Tennis ainda não possui data de lançamento definida, mas a demo já está disponível no Steam para quem quiser conhecer o projeto. E fica aqui o reforço: vale muito colocar na wishlist.
No fim, Quacolé Tennis parece entender perfeitamente algo que muitos jogos modernos acabam esquecendo: às vezes, tudo que a gente precisa é de uma gameplay divertida, caótica e viciante para criar momentos memoráveis entre amigos.





