Em um mercado dominado por gabinetes de vidro temperado e iluminação RGB exagerada, a Acemagic resolveu seguir o caminho oposto: unir design retrô à performance de ponta. A fabricante revelou uma nova linha de Mini PCs que evocam diretamente consoles clássicos dos anos 90, mas com hardware moderno capaz de rodar jogos atuais sem concessões relevantes.
Dois modelos chamam atenção logo de cara pelo visual. Um deles replica o formato do NES, enquanto o outro remete aos consoles da era 32-bits, misturando referências claras ao PlayStation original e ao Dreamcast. O apelo nostálgico é evidente, mas o grande diferencial está no que a Acemagic conseguiu acomodar dentro desses chassis compactos.
Ambos os modelos utilizam os novos AMD Ryzen AI 400, baseados na arquitetura Zen 5, acompanhados de GPUs integradas RDNA 3.5. Na prática, isso coloca esses Mini PCs em um patamar de desempenho muito acima do que normalmente se espera desse formato, permitindo rodar jogos pesados e aplicações exigentes.
O modelo mais robusto, com visual inspirado em PlayStation/Dreamcast, traz o Ryzen AI 9 470, com 12 núcleos e 24 threads, acompanhado da Radeon 890M, a segunda melhor implementação da RDNA 3.5 no segmento móvel. Já o modelo estilo NES utiliza o Ryzen AI 9 465, com GPU Radeon 880M. Ambos suportam até 64 GB de memória DDR5, contam com dois slots M.2 NVMe (até 4 TB cada), além de Wi-Fi 7, Bluetooth 5.4, portas USB-C, USB-A e LAN.
Fora do apelo retrô, a Acemagic também apresentou dois Mini PCs em formato tradicional, desta vez baseados em hardware da Intel. O modelo topo de linha vem equipado com o recém-lançado Core Ultra X9 388H, da família Panther Lake, com 16 núcleos e GPU integrada Arc B390, capaz de rivalizar com uma Radeon RX 6600 em jogos. Operando em até 120W, ele entrega clocks sustentados mais altos. Já a versão mais compacta utiliza o Core Ultra 9 386H, limitado a 65W, mantendo os mesmos 16 núcleos e a iGPU B390, porém com desempenho mais contido.
Até o momento, preços e datas de lançamento não foram divulgados, e como costuma acontecer com esse tipo de produto, a chegada oficial ao Brasil parece improvável, restando apenas a importação — normalmente acompanhada de valores elevados.





