Apesar das críticas iniciais, Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça, o mais recente lançamento da Rocksteady, destaca-se em vários aspectos, especialmente quando se trata de narrativa e apresentação de personagens, uma área em que a desenvolvedora já demonstrou maestria com a série Arkham.

Apesar de alguns desafios, um julgamento precipitado pode privar os jogadores de horas de entretenimento solo genuíno. No entanto, o multiplayer do jogo pode apresentar alguns contratempos.

Sofrendo com uma das piores campanhas de publicidade dos últimos 10 anos, Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça adiou seu lançamento para evitar a ira dos fãs. Rotulado como um “jogo como serviço”, o título apostou em um gênero saturado, com títulos como Destiny, Fortnite e o cancelado game dos Vingadores.

A escolha de um gameplay focado em multiplayer e dividido em temporadas levanta questões sobre a sabedoria dessa decisão. Gotham Knights, já uma experiência negativa do estilo de jogo, não foi o suficiente para dissuadir a Rocksteady? Foi realmente a melhor escolha para uma “continuação de legado”? A série Arkham, conhecida como uma das melhores adaptações de super-heróis nos videogames, inclusive o spin-off Arkham Origins, não seria um padrão mais eficaz?

O ponto mais lamentável é que a história do novo título é forte e está alinhada com o que a desenvolvedora fez anteriormente ao explorar o universo da DC. A equipe criou um cenário cativante focado em Gotham, explorando o futuro de alguns personagens após a trilogia Arkham. A sequência é envolvente, culminando em uma caçada intensa, onde Batman persegue a Força Tarefa X, quase em um formato Dead By Daylight.

O elenco, seguindo a linha do cinema da Warner, apresenta Pistoleiro, Capitão Bumerangue, Tubarão-Rei e Arlequina, proporcionando uma dose de loucura à narrativa. Apesar das inúmeras versões desses personagens, as criações da Rocksteady têm carisma próprio e um toque de originalidade.

O jogo também destaca Metrópolis, uma cidade lindamente projetada. Com uma mistura futurista de metrópole com toques steampunk e muitos neons, a cidade é praticamente vazia, o que, embora belo, pode ser considerado um desperdício de potencial. Poderia facilmente ser povoada por NPCs sobreviventes, proporcionando mais vida e locais para visitar.

Apesar das controvérsias iniciais, Esquadrão Suicida: Mate a Liga da Justiça oferece uma experiência digna para os fãs, especialmente aqueles que apreciam uma narrativa rica e aprofundada. Com sua abordagem única e um mundo a ser explorado, o jogo prova que, por trás de uma publicidade problemática, pode haver uma pérola de entretenimento para os jogadores solo. O multiplayer, no entanto, pode ser um campo minado de desafios a serem superados.