Os jogos de sobrevivência costumam colocar o jogador diante de decisões difíceis, gerenciamento de recursos e desafios constantes. Embora o gênero seja dominado por grandes produções internacionais, diversos estúdios brasileiros também têm explorado essa proposta, cada um com uma abordagem diferente.
De experiências focadas em crafting e construção de bases a aventuras que misturam terror, tower defense, roguelite e até mecânicas de ritmo, a cena nacional mostra que sobreviver pode significar muito mais do que apenas enfrentar monstros.
Confira oito indies brasileiros que apostam em diferentes interpretações do gênero.
After the End
Desenvolvido pela Red Frog Games, After the End coloca o jogador no comando de um grupo de sobreviventes em um mundo devastado por um apocalipse zumbi.
O desafio vai além de enfrentar mortos-vivos. Será preciso gerenciar recursos escassos, construir e fortalecer uma base, lidar com inimigos armados e tomar decisões que afetam diretamente o futuro da comunidade. Com morte permanente, cada escolha tem consequências duradouras, tornando a sobrevivência cada vez mais desafiadora.
Hope Seed
Desenvolvido pelo estúdio amazonense Deathmare, Hope Seed combina ação, estratégia e sobrevivência em um universo inspirado na floresta amazônica.
O objetivo é proteger uma Árvore Central ameaçada pela degradação ambiental enquanto ondas de inimigos atacam o cenário. Durante a partida, o jogador constrói defesas, fortalece sua base e evolui suas habilidades, misturando mecânicas de Tower Defense com elementos Roguelite.
Duckmist
Criado pelo Team Mochi Studio, da Paraíba, Duckmist apresenta uma proposta bastante diferente dentro do gênero.
O jogador controla Pato, um aprendiz de alquimista que precisa produzir poções para alimentar a criatura Shadow Maw Beast. A fome do monstro funciona como um cronômetro permanente, obrigando o jogador a coletar ingredientes e executar minigames de precisão em alta velocidade para continuar vivo.
Wicred Crops
Produzido pela pernambucana Level 100, Wicred Crops mistura sobrevivência, cooperação e partidas competitivas.
As bruxinhas protagonistas precisam coletar ingredientes mágicos, preparar poções e escapar de criaturas enquanto exploram cenários inspirados em clássicos como Pac-Man, Bomberman e Bad Ice Cream. O multiplayer permite tanto colaborar quanto sabotar outros jogadores durante as partidas.
Mayday: The Survival Island
Desenvolvido pela Pequi Studios, Mayday: The Survival Island aposta em uma experiência clássica de sobrevivência em mundo aberto.
Após um acidente misterioso, o protagonista desperta sozinho em uma ilha remota e precisa coletar recursos, fabricar ferramentas, caçar, pescar, cultivar alimentos e construir sua própria base. Conforme progride, novas ilhas e ruínas antigas podem ser exploradas.
Ghostless
O estúdio paulista Coffeenauts trabalha em Ghostless, um jogo de sobrevivência pós-apocalíptico com visual em pixel art 3D.
Inspirado em obras como This War of Mine e O Exterminador do Futuro, o jogador lidera a resistência da humanidade contra uma inteligência artificial, precisando identificar quais sobreviventes são humanos e quais são androides infiltrados. O projeto venceu o prêmio de Melhor Pitch na Gamescom Latam 2024.
Goldilock One: As Brumas de Jakaira
Desenvolvido pela capixaba Shed of Ideas, Goldilock One: As Brumas de Jakaira mistura RPG de ação, sobrevivência e gerenciamento de recursos.
Além do combate, o jogador pode criar vínculos com NPCs para desbloquear novas opções de crafting, conquistar aliados jogáveis e resolver quebra-cabeças. O projeto está em desenvolvimento desde 2019 e já recebeu apoio de iniciativas como Epic MegaGrants, Funcultura, Lei Paulo Gustavo, LICC Secult e Inovatec. Atualmente, o jogo está em acesso antecipado.
Kriophobia
Diretamente do Distrito Federal, a Fira Soft aposta no retorno às raízes do survival horror com Kriophobia.
O jogo utiliza câmera fixa, narrativa psicológica e exploração em terceira pessoa para construir uma atmosfera inspirada em clássicos como Silent Hill, Resident Evil, Rule of Rose e Haunting Ground. A sobrevivência depende da administração de recursos e da atenção constante aos perigos escondidos em cada ambiente.
A sobrevivência tem sotaque brasileiro
Os jogos desta lista mostram que o gênero de sobrevivência pode assumir diferentes formas dentro da produção nacional. Seja defendendo uma árvore na Amazônia, escapando de monstros, explorando ilhas, enfrentando inteligências artificiais ou vivendo experiências de terror psicológico, os indies brasileiros continuam apresentando ideias criativas e expandindo a diversidade do mercado nacional.


