A Microsoft anunciou mudanças relevantes no Xbox Game Pass no Brasil, combinando redução de preços com um ajuste estratégico importante no catálogo, especialmente em relação à franquia Call of Duty.
A partir desta terça-feira (21), o plano Game Pass Ultimate passa de R$ 119,90 para R$ 76,90 mensais, uma queda significativa que reposiciona o serviço no mercado nacional. Já a versão voltada para PC também teve ajuste, saindo de R$ 69,90 para R$ 59,99.
Apesar da redução, a empresa afirma que os benefícios principais permanecem. Assinantes do Ultimate continuam com acesso ao multiplayer online, descontos exclusivos e lançamentos dos estúdios Xbox no dia da estreia, mantendo o modelo que consolidou o serviço nos últimos anos.
O ponto mais sensível da mudança está na estratégia envolvendo Call of Duty. Ao contrário do que vinha sendo praticado com outros títulos first-party, a Microsoft confirmou que novos jogos da franquia não chegarão mais ao Game Pass no lançamento.
A partir de agora, os títulos serão adicionados ao serviço apenas no fim do ano seguinte ao lançamento, quando uma nova edição já estiver disponível no mercado. Na prática, isso aproxima o modelo do adotado por serviços como o EA Play, que trabalha com janelas de entrada mais tardias para grandes franquias.
Ainda assim, os jogos da série já disponíveis no catálogo permanecerão acessíveis aos assinantes, evitando impacto imediato na biblioteca atual.
Segundo a empresa, a decisão foi motivada por feedbacks da base de usuários e pela necessidade de equilibrar o serviço em diferentes mercados e perfis de consumo. A fala reforça um movimento que já vinha sendo sinalizado internamente: o de ajustar o Game Pass para torná-lo mais sustentável.
Esse reposicionamento também se conecta a discussões mais amplas dentro da divisão Xbox. Sob a liderança de Asha Sharma, a empresa avalia novas mudanças para o serviço, incluindo a criação de planos mais segmentados, como uma possível versão focada apenas em jogos próprios, além de especulações sobre parcerias com plataformas como a Netflix.
A redução de preços, combinada com restrições estratégicas, indica um novo momento para o Game Pass. Em vez de expansão irrestrita do catálogo, a Microsoft parece buscar um modelo mais equilibrado entre custo, valor percebido e sustentabilidade.
