O mais novo jogo cooperativo da Hazelight Studios, Split Fiction, mal chegou ao mercado e já gerou polêmica entre alguns jogadores. O motivo? A escolha de duas protagonistas femininas. Alguns usuários acusaram o título de ser “woke” e de promover “propaganda feminista”, o que levou o diretor Josef Fares a se manifestar com sua tradicional sinceridade.
“E agora que tem duas mulheres, todo mundo reclama?”
Fares não poupou palavras ao rebater as críticas. Em entrevista recente, ele argumentou que seus jogos anteriores apresentavam elencos majoritariamente masculinos, e que a indignação com Split Fiction era infundada.
“’Outra propaganda feminista’. Que merda é essa? Acho que é alguém reagindo porque há duas mulheres? Em Brothers, havia dois caras. Em A Way Out, dois caras. Em It Takes Two, um cara e uma mulher. E agora que tem duas mulheres, todo mundo reclama? Qual é, cara!”
O diretor também revelou um detalhe pessoal sobre a escolha das personagens: as protagonistas são inspiradas em suas próprias filhas e levam seus nomes.
“Eu não ligo para o que você tem entre as suas pernas, isso não me interessa. Bons personagens são o que interessa.”
Split Fiction e a busca pelo GOTY
Lançado para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, Split Fiction já vem recebendo elogios da crítica e do público. Com uma narrativa envolvente e mecânicas cooperativas inovadoras, o título tem potencial para seguir os passos de It Takes Two, que venceu o prêmio de Jogo do Ano no The Game Awards 2021.
Fares, aliás, já declarou que está de olho no GOTY 2025, mesmo sabendo que terá um desafio gigantesco pela frente com o lançamento de GTA VI.
“Se tiver que enfrentar GTA VI, que assim seja. Eu adoraria vencer o GOTY de novo.”
Com um diretor tão carismático e polêmico no comando, Split Fiction tem tudo para continuar gerando debates – mas, acima de tudo, promete ser mais um grande sucesso da Hazelight Studios.
