Um lançamento obscuro do passado recente virou objeto de desejo — e especulação — no início de 2026. Star Wars: Racer Revenge, lançado originalmente para PlayStation 2 em 2002 como sequência direta de Star Wars Episode I: Racer (1999), voltou aos holofotes após a descoberta de um novo método de jailbreak do PlayStation 5.
O ponto central é a edição física limitada para PlayStation 4, lançada em 2019, que teve uma tiragem estimada em cerca de 10 mil cópias. Essa versão, até então tratada como item de nicho para colecionadores, passou a ser considerada essencial após relatos de que o novo exploit divulgado em 31 de dezembro só funciona mediante o uso do disco físico do jogo.
Segundo o site Dexerto, a corrida por essas cópias fez o preço do jogo explodir em marketplaces como o eBay, onde anúncios chegaram a valores próximos de US$ 500 — um salto expressivo para um título que, até pouco tempo atrás, era encontrado por preços modestos. A movimentação lembra outros episódios do mercado retrô e colecionável, nos quais exploits e métodos alternativos transformaram jogos específicos em “chaves” técnicas.
O jailbreak em questão permite burlar restrições do sistema da Sony, possibilitando a execução de aplicativos não oficiais ou o acesso a áreas normalmente bloqueadas do console. Embora isso amplie as possibilidades para usuários avançados, o procedimento envolve riscos técnicos, pode causar instabilidade no sistema e viola os termos de serviço da Sony, o que pode resultar em banimentos ou perda de funcionalidades online.
Até o momento, a Sony não se pronunciou oficialmente sobre o novo método, nem sobre o uso específico de Star Wars: Racer Revenge no processo. Enquanto isso, o jogo entra para uma lista curiosa de títulos que, por razões técnicas inesperadas, passam a ocupar um lugar central em discussões sobre preservação, modificação e segurança de consoles modernos.
