Passa de Fase

Nostalgia sempre atual

História dos videogames – Boot Hill

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Conheça o tataravô de Red Dead Redemption!

Publicado por Mauro Junior

Peguem suas toalhas!

Estava recentemente viajando de férias quando passei por uma livraria e vi algo que me chamou muita a atenção. Num canto quase que abandonado brilhava para mim o livro 1001 videogames para jogar antes de morrer. Não pensei duas vezes e fui direto em sua direção para adquirir esse maravilhoso trabalho editado por Tony Mott. O livro traz diversos games que já tinha jogado, mas para minha surpresa, conheci vários outros que nunca havia ouvido falar.

Como o Passa de Fase sempre procurou proporcionar esse sentimento de nostalgia para nossos seguidores, vamos falar um pouco com base nos textos do livro sobre esses games no Historia dos Videogames.

No episódio de hoje, falaremos sobre um game da Midway, lançado em 1977 para os fliperamas, Boot Hill, um game de bangue bangue.

Em Boot Hill, dois jogadores assumem o papel de caubóis que estão em um duelo de tiros como os clássicos filmes de velho oeste. Muitos dizem ser uma cópia descarada do tradicional Pong, mascarados com a temática do velho oeste. Porém o desafio dos jogadores diferente de Pong que era levar a “raquete” na bolinha para que não perdesse o jogo, em Boot Hill, seu objetivo era se esquivar dos tiros do seu adversário.

Com apenas seis tiros no revólver e um impiedoso limite de tempo para a ação, o jogo até que é de um realismo surpreendente. Como em um autêntico duelo, você fica dividido entre o voraz sentimento de sair dando tiro correndo o risco de ficar sem munição e a de aproveitar a melhor oportunidade para caprichar e tentar o tiro perfeito em seu adversário. O game foi projetado por Dave Nutting como uma espécie de sequência para Gun Fight (1975), sua criação anterior, Boot Hill é construído segundo os princípios básicos da física dos projéteis de Pong e permite que o jogador fantasie sobre se tornar o gatilho mais rápido do Oeste.

Um ponto importante, é que na época, boa parte da atração de Boot Hill vinha do tratamento rústico de seu gabinete, que empregava espelhos para projetar a ação monocromática sobre um cenário desenhado a mão, representando uma cidade da fronteira.

Jogar em um emulador sem esses detalhes não é tão divertido, em especial porque nunca se vê o Boot Hill – o cemitério para onde os jogadores mortos são transportados e depositados em sepulturas enquanto a marcha fúnebre ressoa nos alto-falantes do fliperama. Esse é um toque perverso, mas não deixa de prestar uma certa homenagem aos riscos que se corria em todos os duelos entre pistoleiros do Velho Oeste.

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