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Do Cartucho à TV: The Super Mario Bros. Super Show! (1989) | Quando Mario saiu do cartucho, entrou na TV… e fez isso do jeito mais caótico possível

Mauro Junior 8 de fevereiro de 2026 5 minutes read

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Se Pac-Man abriu a porta e Dragon’s Lair mostrou que videogame podia parecer desenho, The Super Mario Bros. Super Show! chutou essa porta com força, entrou fantasiado e avisou:
“Agora é tudo ao mesmo tempo.”

Desenho animado.
Série live-action.
Referências a games.
Piadas estranhas.
E absolutamente nenhum pudor criativo.

Mario finalmente chegou à televisão em 1989 — e chegou do jeito mais anos 80 que dava para imaginar.

Mario já era grande demais para ficar só no console

No fim dos anos 80, Mario já não era apenas um personagem de videogame. Ele era o símbolo da Nintendo e, para muita gente, o próprio sinônimo de videogame.

Depois do sucesso absurdo de Super Mario Bros. (1985) e, principalmente, de Super Mario Bros. 3 (1988), era inevitável que o encanador desse o próximo salto. A televisão parecia o caminho natural — ainda mais em uma época em que desenhos animados eram uma das principais ferramentas de popularização de personagens.

Mas ninguém parecia muito interessado em fazer isso com calma.

O que era The Super Mario Bros. Super Show!

Estreando em 1989, The Super Mario Bros. Super Show! foi uma produção que misturava episódios animados com segmentos live-action, exibidos diariamente na TV americana.

A ideia era simples no papel e completamente maluca na prática:

  • abrir cada episódio com Mario e Luigi interpretados por atores reais,
  • seguir com um episódio animado inspirado no universo dos games,
  • repetir isso quase todos os dias da semana.

Era menos “adaptação fiel” e mais “programa de variedades com tema Mario”.

Mario e Luigi… de verdade

No live-action, Mario era interpretado pelo lutador Lou Albano, enquanto Luigi ficava a cargo de Danny Wells. Os dois viviam em uma versão caótica do Brooklyn, recebiam convidados, se metiam em confusões e quebravam completamente qualquer ilusão de que aquilo precisava fazer sentido.

Era estranho? Muito.
Funcionava? De algum jeito, sim.

Para quem ligava a TV depois da escola, aquilo parecia menos um desenho e mais um evento diário imprevisível.

O desenho animado (finalmente, o jogo na tela)

Nos segmentos animados, o show se inspirava principalmente em Super Mario Bros. e Super Mario Bros. 2. Mario e Luigi iam parar em reinos malucos, enfrentavam versões exageradas do vilão King Koopa (o Bowser com nome americanizado) e viviam aventuras episódicas completamente livres de qualquer preocupação com cronologia dos jogos.

Aqui vale ser honesto:
o desenho não tentava adaptar um jogo específico. Ele usava elementos do universo Mario como ponto de partida e inventava o resto conforme a necessidade do roteiro.

Era colorido, barulhento, exagerado e com humor bem cartunesco — exatamente como a TV infantil da época pedia.

Onde passou (e como chegou ao Brasil)

Nos Estados Unidos, The Super Mario Bros. Super Show! foi exibido de forma sindicalizada, aparecendo em diferentes emissoras locais, geralmente no fim da tarde. Foram 65 episódios produzidos, todos lançados em 1989.

No Brasil, lembro de assistir junto com meu irmão no programa Xou da Xuxa (Rede Globo). Para muita gente, esse foi o primeiro contato com Mario fora do videogame, mesmo que o tom fosse bem diferente do que os jogos sugeriam.

E sim: se você achava estranho, não era só você.

Curiosidades que explicam o caos

  • Foi a primeira série de TV baseada em Mario.
  • Misturar live-action com animação foi uma tentativa de tornar o programa mais “variado” e atrativo diariamente.
  • King Koopa ganhou personalidade exagerada, muito mais próxima de um vilão de cartoon do que do Bowser dos jogos.
  • A série abriu caminho para outras animações do Mario nos anos seguintes, como The Adventures of Super Mario Bros. 3.

Funcionava como adaptação?

Depende do que você espera.

Como representação fiel dos jogos? Não muito.
Como produto de TV dos anos 80? Absolutamente.

The Super Mario Bros. Super Show! entendia uma coisa fundamental: Mario já era famoso o suficiente para sobreviver a qualquer loucura criativa. O público reconhecia o bigode, o boné e a música — o resto era detalhe.

Hoje, o Super Show é lembrado com uma mistura de carinho, vergonha alheia e nostalgia. Ele não envelheceu bem em termos de formato, mas é impossível ignorar sua importância.

Foi ali que Mario:

  • se consolidou como personagem multimídia,
  • provou que podia existir fora do console,
  • e abriu caminho para adaptações futuras — boas e ruins.

Dentro da lógica de Do Cartucho à TV, ele marca o momento em que a adaptação de games deixou de ser experimento e virou estratégia de massa.

Memória de jogador

Assistir ao Super Show era algo mágico, pois era meu videogame ganhando espaço na televisão e motivo de conversa na escola, além é claro de dar mais vontade de jogar!

E talvez essa fosse a maior vitória do Mario na TV:
independente do formato, ele sempre te puxava de volta para o jogo.

About the Author

Mauro Junior

Administrator

Criador de conteúdo e gamer desde a época das locadoras. Fundador do Passa de Fase, falando de games retrô, indies e tudo que marcou gerações. Meu jogo da vida é Chrono Trigger e Celeste. Cresci entre cartuchos, revistas e controles gastos. Aqui no Passa de Fase, falo de videogame com opinião, memória afetiva e paixão de quem viveu cada fase.

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