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Crítica – Spider-man Homecoming

Mauro Junior 10 de julho de 2017 4 minutes read

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Quando criança, viaja sempre com meus pais no final do ano, para passear na casa dos meus avós. Confesso que, em algumas vezes, a experiência para uma criança nem sempre era legal, mas foi uma viagem ocorrida há 26 anos que fez nascer o nerd que tem dentro de mim até hoje.

Num restaurante de estrada acabei comprando meu primeiro gibi de super-herói: era uma capa bacana, com o Homem Aranha contra o Venon. Adorei a história, e li em menos de 30 minutos. O final de semana acabou, voltamos pra casa e a vida continuou seu rumo. Um tempo depois, voltando do colégio, passei em frente à banca do Valtão. Como tinha sobrado dinheiro do lanche da escola, decidi comprar mais um gibi. Não tive dúvidas, comprei do Homem Aranha! Porém algo me chamou a atenção: o número da edição era exatamente a sequência daquele que comprei na viagem. A partir desse dia, me tornei colecionador de HQ’s, e comprava todo mês Homem Aranha, X-Men e tudo o que podia.

Homem aranha tornou-se meu herói preferido: suas histórias, crises e dilemas na escola me fizeram conectar com o personagem de uma forma que não sei explicar. Quando saiu o primeiro filme com o Tobey Maguire, eu pirei! Meu personagem preferido foi pro cinema. Na época achei espetacular, até hoje gosto, é necessário respeitar, pois ele junto com outros filmes, abriu a oportunidade para nerds como eu apreciarem seus heróis em outra mídia. Confesso que a versão de Andrew Garfield foi decepcionante, não pelo ator, pela roupa, mas pela essência do personagem. Sei que aquele filme não foi feito pra minha geração, mas fugiu muito do que eu li no passado. Agora Homem Aranha Homecoming me fez escorrer lágrimas.

Não vou dizer que o filme é perfeito, mas a essência do que é o personagem está lá. O garoto se descobrindo, com seus dilemas de adolescente (simples para nós adultos, mas para aquela idade são coisas complexas), o frio na barriga ao ver seu crush, o bullying, a preocupação em passar de ano, a necessidade de ser aceito pelos grupinhos populares. A diferença é que além disso, nosso herói tem que conciliar em salvar a cidade. Tom Holland vai imortalizar o personagem com Hugh Jackman fez com Logan. Tem carisma e entrega um Homem Aranha em formação, que não é aquele herói perfeito e sem falhas, afinal é um adolescente e precisa fazer escolhas. Os personagens que o cercam estão muito bem: Ned, Liz, Flash, MJ estão diferentes dos quadrinhos, mas em nada me incomodou, muito pelo contrário, deu uma nova perspectiva e suas atuações estão bem convincentes.

O filme não perde tempo contando a origem do personagem: a explicação é rápida, engraçada e bem colocada. O vilão é um dos melhores do universo dos cinemas, está diferente também dos quadrinhos, mas a releitura é perfeita e sua origem tem sentido e não “vilaniza” totalmente, afinal suas escolhas têm um propósito. O filme também tem um pequena reviravolta, que evidencia o peso das escolhas que nosso herói precisa tomar. Para os que estavam preocupados com a aparição do Homem de Ferro, podem ficar tranquilo, ele está lá na medida certa, em nenhum momento rouba a cena. Homem Aranha Homecoming é um filme que os fãs merecem. Se você como eu estava com um pé atrás por causa dos filmes anteriores, vai tranquilo assistir no cinema. Realmente o amigo da vizinhança está volta ao lar.

About the Author

Mauro Junior

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Criador de conteúdo e gamer desde a época das locadoras. Fundador do Passa de Fase, falando de games retrô, indies e tudo que marcou gerações. Meu jogo da vida é Chrono Trigger e Celeste. Cresci entre cartuchos, revistas e controles gastos. Aqui no Passa de Fase, falo de videogame com opinião, memória afetiva e paixão de quem viveu cada fase.

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