O envolvimento de atores em grandes produções de games tem se tornado cada vez mais comum, mas nem sempre isso significa familiaridade com o controle na mão. Foi o que mostrou Charlie Cox ao comentar sua experiência inicial com Clair Obscur: Expedition 33, título no qual interpreta o personagem Gustave.
Em entrevista ao GamesRadar, o ator revelou que finalmente testou o jogo, mas ainda está longe de avançar na campanha. Segundo ele, a experiência inicial se limitou à exploração das primeiras áreas e ao contato com personagens e ambientação.
“Joguei o começo por um tempo, andei pelo cenário, conheci os personagens e absorvi algumas informações, mas eu não sou muito bom”, afirmou.
A declaração reforça uma realidade comum mesmo entre nomes envolvidos diretamente na produção: participar de um projeto não significa, necessariamente, domínio da linguagem dos jogos. Ainda assim, Cox demonstrou interesse no título, mesmo sem garantir que irá concluí-lo.
Durante a conversa, o ator também fez uma leitura interessante sobre a evolução da indústria. Ao comparar sua experiência atual com jogos que marcaram sua juventude, como GoldenEye 007, Mario Kart e FIFA 98, ele destacou o avanço na forma como narrativas são construídas nos games modernos.
O comentário vai ao encontro de uma tendência clara da indústria, em que produções atuais buscam aproximar linguagem cinematográfica e interatividade, ampliando o papel de atores e performances dentro das experiências.
Outro ponto levantado por Cox foi a sensação de jogar com um personagem que ele próprio interpreta. Segundo ele, a experiência não foi de autoidentificação, mas de distanciamento.
“Eu não pensei como eu mesmo, pensei como o Gustave”, explicou.
A fala evidencia como os jogos têm evoluído também na construção de personagens, permitindo que mesmo seus intérpretes enxerguem essas figuras como entidades próprias dentro da narrativa.
No fim, o depoimento de Cox reforça dois movimentos importantes: a crescente presença de atores em grandes produções e o amadurecimento dos jogos como plataforma narrativa, capaz de oferecer experiências que vão além da jogabilidade tradicional.
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Jogo Incrível

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